quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dicas para leitura e redação de Trabalhos de Conclusão de Curso


 Para iniciar uma monografia, primeiro é necessário, fazer um levantamento bibliográfico e selecionar as obras relevantes para leitura.

 Anotar os dados bibliográficos das fontes.

 Anotar as principais idéias do autor, assim como o número da página onde esta descrita, a fim de fazer citações diretas com todas as informações completas.

 Todas as fontes utilizadas para fazer o trabalho devem ser referenciadas,
mesmo que não estejam citadas no corpo do texto.

 Evitar o uso de textos não editados ou informações obtidas verbalmente, pois o seu conteúdo pode suscitar dúvidas quanto à veracidade ou procedência.

 Prefira sempre a utilização de textos originais.

 Evite o uso excessivo das citações de citação (apud).

 Evite o uso excessivo de notas de rodapé, pois, essas interrompem a seqüência lógica da leitura. Caso necessário, que sejam sucintas e curtas.

 Evite utilizar siglas e abreviaturas, principalmente jargões específicos da área.

 Deve-se elaborar lista de siglas e abreviaturas utilizadas em todo o trabalho.

 Observar concordância verbal e a correção gramatical.

 O texto científico deve ser redigido de forma clara e objetiva.

 Todas as figuras, fotos, tabelas e gráficos devem ser identificados com título e a sua fonte. Caso tenham sido produzidas pelo autor, ou seja, construída a partir dos resultados da pesquisa, deve-se utilizar como fonte as expressões: dados da pesquisa, arquivo pessoal, fotos da autora; etc.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Normas ABNT para Trabalhos Acadêmicos 2013

Quem não sofreu para adaptar seu trabalho acadêmico (TCC , artigo, entre outros) às Normas da "bendita" ABNT?
Pois é. Mas para que seu trabalho possa ser divulgado e publicado ele deve obedecer a um padrão estrutural. Lembre-se que cada instituição pode ter alguma particularidade quanto a essas regras.
Falamos sobre como fazer citações, referências, gráficos, tabelas, enfim. Tudo que você precisa para fazer e acontecer no seu trabalho.
Aproveite bem e lembre-se que sem esforço, a vitória não tem sabor!

NORMAS ABNT 2013

Baseado em normas vigentes da ABNT NBR 6023, 6027, 6028, 10520, 14724.
Objetivo
Tem-se como objetivo estabelecer uniformidade na apresentação dos trabalhos acadêmicos desta instituição e também ser ferramenta de auxilio no processo de elaboração dos trabalhos.
1- ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS
(teses, dissertações, monografias, Trabalho de conclusão de curso e outros)
Os elementos de um trabalho acadêmico possuem estrutura composta por partes pré-textuais, textuais e pós-textuais, sendo algumas dessas partes consideradas obrigatórias e outras opcionais. Devem obedecer a seguinte ordem:

1.1 PRÉ-TEXTUAIS
1.1.1 Capa (obrigatório)
1.1.2 Folha de rosto (obrigatório)
1.1.2.2 Verso da folha de rosto ou após para versão digital - Ficha Catalográfica (obrigatório)
1.1.3 Errata (opcional)
1.1.4 Folha de aprovação (obrigatório)
1.1.5 Dedicatória (opcional)
1.1.6 Agradecimentos (opcional)
1.1.7 Epígrafe (opcional)
1.1.8 Resumo em português / Resumo em inglês (obrigatório)
1.1.9 Lista de ilustrações, Tabelas, Abreviaturas e siglas, Símbolos(opcional)
1.1.9.1 Apresentação de ilustrações no texto
1.1.9.2 Apresentação de tabelas e quadros no texto
1.1.10 Sumário (obrigatório)
1.2 TEXTUAIS
1.2.1 Introdução
1.2.2 Desenvolvimento
1.2.2.1 Revisão da Literatura
1.2.2.2 Proposição
1.2.2.3 Método
1.2.2.4 Resultados
1.2.2.5 Discussão
1.2.3 Conclusão
1.3 PÓS-TEXTUAIS
1.3.1 Referências (obrigatório)
1.3.2 Obras consultadas (opcional)
1.3.3 Glossário (opcional)
1.3.4 Apêndice (s) (opcional)
1.3.5 Anexos (opcional)
2 CITAÇÃO NO TEXTO
2.1 SISTEMAS DE CHAMADA DA CITAÇÃO NO TEXTO
2.2 SISTEMA AUTOR-DATA
2.3 SISTEMA NUMÉRICO
2.4 CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL
2.5 CITAÇÃO INDIRETA
2.6 CITAÇÃO DE CITAÇÃO
2.7 CITAÇÃO DE CANAIS INFORMAIS (AULA, CONFERÊNCIA, E-MAIL, DEPOIMENTOS, ENTREVISTA.)
2.8 CITAÇÃO COM UM AUTOR
2.9 CITAÇÃO COM DOIS AUTORES
2.10 CITAÇÃO COM TRÊS AUTORES - CITA-SE OS TRÊS CITAÇÃO COM MAIS DE TRÊS AUTORES CITA-SE O PRIMEIRO SEGUIDO DE “at al”
2.11 CITAÇÃO DE VÁRIOS AUTORES À UMA MESMA IDÉIA
2.12 CITAÇÃO DE AUTORES COM MESMO SOBRENOME
2.13 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM DATAS DE PUBLICAÇÕES DIFERENTES
2.14 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM MESMAS DATAS DE PUBLICAÇÃO
2.15 CITAÇÃO CUJO AUTOR É UMA ENTIDADE COLETIVA
2.16 CITAÇÃO DE TRABALHOS EM VIAS DE PUBLICAÇÃO (NO PRELO)
2.17 CITAÇÃO DE HOMEPAGE OU WEB SITE
2.18 CITAÇÃO DE OBRAS CLÁSSICAS
2.19 CITAÇÃO COM OMISSÃO DE PARTE DO TEXTO
2.20 NUMERAÇÃO
3 REFERÊNCIAS

1.1 PRÉ-TEXTUAIS

1.1.1 Capa (obrigatório)
Segue abaixo modelo de capa, que deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem:nome da instituição, faculdade e curso;nome do autor;título; subtítulo, se houver;local (cidade da instituição)ano da entrega
Figura 1 - Modelo de Capa

1.1.2 Folha de rosto (obrigatório)
Segue abaixo modelo de folha de rosto, que é a folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho, deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: a-nome do autor; b- título; c- subtítulo, se houver; d- natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, monografia e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição, faculdade, curso; área de concentração e- nome do orientado e, se houver, do co-orientador; f- local (cidade da instituição) g- ano da entrega

Figura 2 - Modelo de Folha de Rosto

1.1.2.2 Verso da folha de rosto ou após para versão digital - Ficha Catalográfica (obrigatório)
No verso da folha de rosto deverá constar a ficha catalográfica que é a identificação padrão do trabalho a para ser catalogado na biblioteca da Metodista ou em outras, e deverá seguir padrões internacionais conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano – AACR2. A biblioteca é responsável de fazer a ficha catalográfica para todos os alunos da instituição procure a bibliotecária de seu campus.
Figura 3 - Modelo de verso de Folha de Rosto

1.1.3 Errata (opcional)
Utiliza-se para indicação de erros porventura cometidos e sua respectiva correção, acompanhados de sua localização no texto. Esta lista deverá constar após a folha de rosto.

Figura 4 - Modelo de Errata

1.1.4 Folha de aprovação (obrigatório)
Deve conter informações essenciais à aprovação do trabalho que constiui-se pelo nome do autor(es), título e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituição a que pertencem. A data de aprovação e assinatura dos membros da banca é colocada após a aprovação do trabalho. Esta folha não recebe título.
Figura 5 - Modelo de Folha de Aprovação

1.1.5 Dedicatória (opcional)
Página opcional onde o(a) autor(a) presta homenagem ou dedica seu trabalho. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.

1.1.6 Agradecimentos (opcional)
Devem ser dirigidos às pessoas ou instituições que, realmente contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao mínimo necessário. Deve receber título, o projeto gráfico fica a critério do autor.

1.1.7 Epígrafe (opcional)
Frase, pensamento ou até mesmo versos no qual o autor apresenta citação seguida de autoria relacionada à matéria tratada no corpo do trabalho. Também podem ser apresentadas epígrafes nas folhas iniciais dos capítulos ou seções. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.

1.1.8 Resumo em português / Resumo em inglês (obrigatório)
Deve ser um texto bastante sintético que inclui as idéias principais do trabalho, permitindo que tenha uma visão sucinta do todo, principalmente das questões de maior importância e das conclusões a que se tenha alcançado. É feito normalmente na língua de origem e numa outra de larga difusão, dependendo de seus objetivos e alcance. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico e deve ser redigido em parágrafo único. Em teses e dissertações, apresentar o resumo com, no máximo, 500 palavras e em monografias e outros trabalhos acadêmicos, com 250 palavras. As palavras-chave devem estar logo abaixo do resumo. Obs.: os resumos devem estar em folhas separadas, e devem obedecer a seguinte ordem: a- folha do resumo português. b- folha do resumo em inglês.

1.1.9 Lista de ilustrações, Tabelas, Abreviaturas e siglas, Símbolos(opcional)
Enumeração de elementos selecionados do texto, como datas, ilustrações (figuras), exemplos e tabelas, cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico, obedecem à ordem que aparecem no texto, exceto para Abreviaturas e siglas que devem estar relacionados em ordem alfabética. Recomenda-se fazer lista para informações que contenham mais de 3 itens. Obs.: as listas devem estar em folhas separadas, e deve obedecer a seguinte ordem: 1ª - Lista de ilustrações ou figuras, 2ª - Tabelas, 3ª - Abreviaturas e siglas, 4ª - Símbolos.
Figura 6 - Modelo de Lista

1.1.9.1 APRESENTAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES NO TEXTO
Entende-se como ilustração os gráficos, diagramas, desenhos, fotografias, mapas, etc. que complementam visualmente o texto.
OBS: DE ACORDO COM A NBR ITEM 5.8 da NBR 14724:2011, AS FIGURAS, TABELAS E GRÁFICOS EM GERAL onde a fonte é embaixo e a denominação acima. Item válido até hoje, não havendo quaisquer alterações neste sentido. FAVOR DESCONSIDERAR AS FIGURAS ILUSTRATIVAS, DESMEMBRANDO CONFORME SUGERIDO.
Figura 7 - Modelo de figura no Texto

1.1.9.2 APRESENTAÇÃO DE TABELAS E QUADROS NO TEXTO
As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente; os quadros contêm informações textuais agrupadas em colunas.
Figura 8 - Modelo de tabelas e Quadros no Texto

1.1.10 Sumário (obrigatório)
Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na mesma ordem e grafia em que a matéria é apresentada no corpo do trabalho. Se o trabalho for apresentado em mais de um volume, em cada um deles deve constar o sumário completo do trabalho.

Figura 9 - Modelo de Sumário

1.2 TEXTUAIS
Essa é a parte do trabalho onde é exposta a matéria. Deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial, margens iguais as partes pré-textuais, espacejamento 1,5 entre linhas. Em caso de citações diretas com mais de três linhas e legendas de tabelas e ilustrações, usa-se espaço simples.
Os títulos e subtítulos das seções e subseções que compõem o texto devem ser alinhados à esquerda, precedidos de seus indicativos numéricos grafados em algarismos arábicos e separados entre si por um espaço de caractere e os títulos devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos. Cada seção primária deve ser iniciada em folha nova.
Deve ter três partes principais: introdução, desenvolvimento e conclusão.

1.2.1 Introdução
A partir da página inicial da introdução, todas as páginas devem ser numeradas inclusive referências, anexos etc, e o número deve vir no canto superior direito, a 2 cm da borda superior. A introdução é a parte inicial do texto, na qual devem constar a formulação e delimitação do assunto tratado, bem como os objetivos da pesquisa. Tem por finalidade fornecer ao leitor os antecedentes que justificam o trabalho, assim como enfocar o assunto a ser abordado. A introdução pode incluir informações sobre a natureza e importância do problema, sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto, suas limitações e objetivos. Essa seção deve preferentemente representar a essência do pensamento do autor em relação ao assunto que pretende estudar. Deve ser abrangente sem ser prolongada. É um discurso de abertura em que o pesquisador oferece ao leitor uma síntese dos conceitos da literatura; expressa sua própria opinião - contrastando-a ou não - com a literatura; estabelece as razões de ser de seu trabalho sumariando apropriadamente começo, meio e fim de sua proposta de estudo.

Figura 10 - Modelo de Introdução



1.2.2 Desenvolvimento
Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Pode ser dividida em seções e subseções, que variam em função do tema e da abordagem do método. Portanto, a organização do texto será determinada pela natureza do trabalho monográfico e respeitará a tradição da área em que o mesmo se insere. Em trabalhos que se propõem a rever e comentar a literatura, e que não relatam pesquisa de campo ou de laboratório conduzida pelo autor, a Proposição precederá a revisão de literatura. Também não se justifica uma seção Resultados, porque em trabalhos dessa natureza não existe coleta de dados e respectivo tratamento estatístico. Em trabalhos nos quais se relata pesquisa de laboratório ou de campo conduzida pelo autor, o Desenvolvimento das monografias, dissertações ou teses apresentarão nessa ordem as seguintes partes do texto: Revisão da Literatura; Proposição; Método; Resultados; Discussão.

1.2.2.1 Revisão da Literatura
Da Revisão da Literatura devem constar trabalhos preexistentes, que serviram de subsídio às intenções de pesquisa do autor. Pode constituir um corpo único ou ser subdividida, caso o assunto a ser tratado assim o exija. A ordem cronológica dos fatos deve ser obedecida, permitindo uma visão histórica do desenvolvimento do conhecimento do tema.

1.2.2.2 Proposição
A seção da Proposição destina-se a assentar as intenções do autor em relação ao assunto. Deve expressar coerência recíproca entre o título e as seções de Revisão da Literatura e o Material e Método.

1.2.2.3 Método
A seção de Método destina-se a expor os meios dos quais o autor se valeu para a execução do trabalho. Pode ser redigida em corpo único ou dividida em subseções. As subseções mais comuns são: Sujeitos, Material, Procedimentos. Se houver preferência por redigir em corpo único, a cada produto, material ou equipamento citado no texto, corresponderá uma nota de rodapé na qual constará no mínimo o tipo e a origem do meio empregado.

1.2.2.4 Resultados
Nesta seção o autor irá expor o obtido em suas observações. Os resultados poderão estar expressos em quadros, gráficos, tabelas, fotografias ou outros meios que demonstre o que o trabalho permitiu verificar. Os dados expressos não devem ser repetidos em mais de um tipo de ilustração.

1.2.2.5 Discussão
A discussão constitui uma seção com maior liberdade. Nessa fase o autor, ao tempo que justifica os meios que usou para a obtenção dos resultados, pode contrastar esses com os constantes da literatura pertinente. A liberdade dessa seção se expressa na possibilidade de constarem deduções capazes de conduzir o leitor naturalmente às conclusões. Na discussão dos resultados o autor deve cumprir as seguintes etapas:
a- estabelecer relações entre causas e efeitos; b- apontar as generalizações e os princípios básicos, que tenham comprovações nas observações experimentais; c- esclarecer as exceções, modificações e contradições das hipóteses, teorias e princípios diretamente relacionados com o trabalho realizado; d- indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos, bem como, suas limitações; e- elaborar, quando possível, uma teoria para explicar certas observações ou resultados obtidos; f- sugerir, quando for o caso, novas pesquisas, tendo em vista a experiência adquirida no desenvolvimento do trabalho e visando a sua complementação.

1.2.3 Conclusão
Mesmo que se tenham várias conclusões deve-se usar sempre o termo no singular, pois, se trata da conclusão do trabalho em si e não um mero enunciado das conclusões a que o(a) autor(a) chegou. È a recapitulação sintética dos resultados e da discussão do estudo ou pesquisa. Pode apresentar deduções lógicas e correspondentes aos objetivos propostos.

1.3 PÓS-TEXTUAIS
Nesta secção compreendem as informações que complementam o trabalho acadêmico.

1.3.1 Referências (obrigatório)
Conjuntos de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais que foram mencionados explicitamente no decorrer do trabalho. Não deve constar nas referencias elementos que não foram citados no texto.
As referências deverão ser apresentadas em lista ordenada alfabeticamente por autor (sistema autor-data), usar espaçamento entre linhas simples e entre as referências, duplo espaço e alinhados à esquerda.
O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.

1.3.2 Obras consultadas (opcional)
São materiais que foram utilizados para compor um idéia e não foi citado no texto.

1.3.3 Glossário (opcional)
É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos, palavras, expressões, frases utilizadas no decorrer do trabalho e que podem dar margens a interpretações errôneas ou que sejam desconhecidas do público alvo e não tenham sido explicados no texto.

1.3.4 Apêndice (s) (opcional)
Documentos que são anexados no final do trabalho com a finalidade de abonar ou documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu desenvolvimento. São documentos elaborados pelo próprio autor e que completam seu raciocínio sem, prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho.
Os apêndices são identificados por letra maiúscula do alfabeto consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo:
APÊNDICE A - Avaliação numérica... APENDICE B - Avaliação de células...

1.3.5 Anexos (opcional)
Suportes elucidativos e indispensáveis para compreensão do texto, são constituídos de documentos, nem sempre elaborados pelo próprio autor, que complementam a intenção comunicativa do trabalho.
O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.
Se houver mais de um anexo, sua identificação deve ser feita por meio de letra maiúscula do alfabeto. Exemplo:
ANEXO A - Questionário... ANEXO B - Representação gráfica...

2 CITAÇÃO NO TEXTO
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR10520 - Citação é a “menção, no corpo do texto, de uma informação extraída de outra fonte".

2.1 SISTEMAS DE CHAMADA DA CITAÇÃO NO TEXTO
Segundo a ABNT, as citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: autor-data ou numérico. Qualquer método adotado deverá ser seguido consistentemente em todo o texto.

2.2 SISTEMA AUTOR-DATA
Esse estilo de citação permite ao leitor identificar, rapidamente a fonte de informação na lista de referências, em ordem alfabética no final do trabalho.As citações são feitas pelo sobrenome do autor ou pela instituição responsável, ou ainda, pelo título de entrada (caso a autoria não esteja declarada), seguido da data de publicação do documento, separados por vírgula ou entre parênteses.
EX.: O discurso competente, além de expressar significados, "representações, ordens, injunções para fazer ou não fazer consequencias, significações no sentido amplo do termo" (CASTORIADAS, 1991, p. 195), expressa também significantes cujas variáveis são mais sinuosas. "Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia " segundo, Derrida, (1963, p.123)

2.3 SISTEMA NUMÉRICO
Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em algarismo arábicos, remetendo a lista de referencias no final do trabalho, na mesma ordem em que aparecem no texto. A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto, ou situada um pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a pontuação que fecha a citação
EX.: Diz Rui Barbosa: " Tudo é viver, previvendo."(15) Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo15."

2.4 CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL
As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas.
EX.: Barbour (1971, p.35) descreve: “O estudo da morfologia dos terrenos..."
As citações diretas, no texto, de mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4cm da margem esquerda com letra menor que a do texto, sem as aspas.
EX.: A teleconferência permite ao individuo participar de um encontronacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comum de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone,e computador. Através da áudio-conferência, utilizando a companhialocal de telefone, um sinal de áudio... (NICHOLS, 1993, p.181)

2.5 CITAÇÃO INDIRETA
Transcrição de conceitos do autor consultado, porém descritos com as próprias palavras do redator. Na citação indireta o autor tem liberdade para escrever com suas palavras as idéias do autor consultado.
EX.: Apenas poucos estudos examinaram a conformação de uma molécula inteira de mucina, utilizando a NMR de carbono 13 e técnicas de disseminação luminosa, (GERKEN, 1989). (Dentro do parênteses o nome do autor deve estar em letras maiúsculas, só se usa minúscula no texto).

2.6 CITAÇÃO DE CITAÇÃO
É a transcrição direta ou indireta de uma obra ao qual não se teve acesso. Nesse caso, emprega-se a expressão latina "apud" (junto à), ou o equivalente em português "citado por", para identificar a fonte secundária que foi efetivamente consultada.
EX.: Além desses aspectos sobre a formação do povo brasileiro, que ainda hoje influenciam, de forma negativa, a disponibilidade para o ato de ler, outros ainda devem ser observados. Sobre este assunto, são esclarecedoras as palavras de Silva (1986 apud CARNEIRO, 1991, p. 31)

2.7 CITAÇÃO DE CANAIS INFORMAIS (AULA, CONFERÊNCIA, E-MAIL, DEPOIMENTOS, ENTREVISTA.)
Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações) indicar entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando os dados disponíveis em rodapé.
EX.: O novo medicamento está disponível até o final deste semestre (informação verbal)1. No rodapé da página: 1 Notícia fornecida pelo presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso em Novembro de 2002.

2.8 CITAÇÃO COM UM AUTOR
EX. 1: (autor como parte do texto) Como afirma Almeida (1988, p. 14) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador."
EX. 2: (autor não faz parte do texto) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador." (ALMEIDA, 1988, p. 14)
OBS.: trata-se de citação direta, por isso o trecho retirado da obra consultada é digitado entre aspas duplas e a pontuação do autor citado é fielmente reproduzida.

2.9 CITAÇÃO COM DOIS AUTORES
Devem ser apresentados pelos sobrenomes dos autores ligados por ; quando apresentados entre parênteses. Quando citados no texto, devem ser ligados por "e", seguidos do ano da publicação. Os nomes devem estar separados por " ; ". O símbolo & indica sociedade comercial, portanto não é apropriado para um trabalho científico.
EX. 1: (autor como parte do texto) Zaccarelli e Fischmann (1994) identificam a estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico. (ZACCARELLI; FISCHMANN, 1994)

2.10 CITAÇÃO COM TRÊS AUTORES - CITA-SE OS TRÊS CITAÇÃO COM MAIS DE TRÊS AUTORES CITA-SE O PRIMEIRO SEGUIDO DE “at al”
Com mais de três autores:
EX. 1: (autor como parte do texto) Lotufo Neto et. al (2001) afirmam que as pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema. (LOTUFO NETO et al., 2001)

2.11 CITAÇÃO DE VÁRIOS AUTORES À UMA MESMA IDÉIA
Citar os autores obedecendo a ordem alfabética de seus sobrenomes.
EX.: Essas proposições foram testadas dentro dos limites estreitos da pesquisa sobre projeto do tabalho e em powerment. Dessa forma Parker, Wall e Jackson ( 1997) e Parker (2000) demonstraram como autonomia e decisão são positivamente relacionadas com comportamentos proativos, iniciativas, flexibilidades e internalizações de estratégias organizacionais por parte dos empregados. Do mesmo modo, Cordery e Clegg, Leach, Jackson (2000), Parker (1998),Wall (2000) .

2.12 CITAÇÃO DE AUTORES COM MESMO SOBRENOME
Havendo dois autores com o mesmo sobrenome e mesma data de publicação, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes.
EX.: 1Os dados para a amostra dessa pesquisa foram coletados no banco de dados International Finance Corporation. Conforme salientam Costa J.R. e Costa M.R (1984).

2.13 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM DATAS DE PUBLICAÇÕES DIFERENTES
EX.: Recentemente, foi comprovado que a educação continuada e o treinamento representam a base de sustentação do controle de qualidade total Tavares (1994, 1995, 1998).
Importante: a seqüência das citações obedece a ordem cronológica das publicações.

2.14 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM MESMAS DATAS DE PUBLICAÇÃO
EX.: De acordo com Robinson (1973a, 1973b, 1973c) o número de manifestação corresponde a ....
Importante: na elaboração das referências as mesmas letras identificadoras dos documentos deverão ser apresentadas.

2.15 CITAÇÃO CUJO AUTOR É UMA ENTIDADE COLETIVA
EX.: Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, (2002) todo autor citado no texto deve ser relacionado nas referências.
OBS: As próximas vezes que a entidade for citada poderá ser utilizada apenas a sigla. Exemplo: Segundo a ABNT...

2.16 CITAÇÃO DE TRABALHOS EM VIAS DE PUBLICAÇÃO (NO PRELO)
EX.: Segundo Carneiro (não publicado), todo comportamento humano decorre da concepção que nós temos da realidade e nessa realidade existem três pólos distintos: nós e aquilo que nós somos, nós e aquilo que nos cerca, nós e as outras pessoas. Nossa postura na vida depende do modo como estabelecemos esta relação.
OBS: No caso do texto estar redigido em inglês, utiliza-se a expressão" in the press"

2.17 CITAÇÃO DE HOMEPAGE OU WEB SITE
Cita-se o autor pelo sobrenome, como se faz na citação tradicional. Quando não houver autor cita-se a primeira palavra do título em CAPS LOCK (A ABNT orienta fazer a citação da mesma forma que a do autor-livro e autor revista. Não se faz menção do site na nota de rodapé, pois existe uma referência própria para documentos retirados da Internet.
EX.: Ao tratar de biblioteca digital, Cunha (1999) esclarece que ela " é também conhecida como biblioteca eletrônica (principalmente no Reino Unido), biblioteca virtual (quando utiliza recursos da realidade virtual), bibliotecas sem paredes e biblioteca virtual.
Somente na lista de referências cita-se o nome completo do autor o nome do site e a data do acesso.

2.18 CITAÇÃO DE OBRAS CLÁSSICAS
EX.: Homero exulta o povo "Bravos, meus filhos! Vigiai, sempre assim; que ninguém ceda ao sono..." (Ilíada, 10, p.173). O volume deve ser indicado em arábico e deve-se colocar a designação da página " p. "

2.19 CITAÇÃO COM OMISSÃO DE PARTE DO TEXTO
Omissões em citações são permitidas quando não alteram o sentido do texto. São indicadas pelo uso de reticências no inicio ou no final da citação.Quando houver omissões, no meio da citação, usam-se reticências entre colchetes. As reticências indicam interrupção de um pensamento ou omissão intencional de algo que se devia ou que podia dizer e que apenas se sugere, por estar facilmente subtendido.
EX.: No inicio da citação: "...alguns dos piores erros na construção organizacional tem sido cometidos pela imposição de um modelo mecanicista de organização ideal" ou "universal" a uma empresa viva" (CASTRO, 1976, p.41)
No meio da citação: “O poder tributário [...] é à base de aplicação de qualquer categoria de tributos" (FOUROUGE, 1973, p. 41)
No final da citação: "Em relação a este tema Muraro (1983) no seu estudo com mulheres brasileiras da classe burguesa, afirma que uma das preocupações mais importantes destas mulheres centrava-se na própria aceitação...”.

2.20 NUMERAÇÃO
A numeração das notas explicativas é feita em algarismo arábico, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.
Ibdem - ibd [ na mesma obra] - Usado quando se faz várias citações seguidas de um mesmo Documento.

5 Silva, 1980, p.120 6 Ibid, p. 132Idem - Id [ do mesmo autor] - Obras diferentes do mesmo autor.
5 Silva, 1980, p. 132 6 Id, 1992, p. 132
Opus citatum - op. cit. [obra citada] - Refere-se à obra citada anteriormente “na mesma página”, quando houver intercalação de outras notas.

5 Silva, 1980, p. 23 6 Pereira, 1991, p. 213 7 Silva, op. cit., 93Locus citatum - loc cit [lugar citado] - Refere-se a mesma página de uma obra citada anteriormente, quando houver intercalação de outras notas.
5 Silva, 1995, p120 6 Pereira, 1994, p.132 7 Silva, loc. Cit
Nota:

As expressões latinas somente podem ser usadas em notas de rodapé.
Das expressões latinas, a expressão apud é a única que pode ser usada no texto também.

3 REFERÊNCIAS
Segue nesta secção exemplos dos tipos de referências e sua ordem exata conforme norma vigente da ABNT – NBR 6023.


ABORÍGENES. In: Novo Aurélio : dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000.

3.14 LEIS E DECRETOS
BRASIL. Decreto lei n. 2.425, de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e empregos na Administração Federal. Diário oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, v.126, n. 66, p.6009, 08 de abril. Seção 1, pt 1

3.15 ACÓRDÃOS DECISÕES E SENTENÇAS DE CORTES OU TRIBUNAISNOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição. Extradição n. 410. Estados Unidos da América e José Antônio Hernandez. Relator: Ministro Rafael Mayer. 21 mar. 1984. Revista Trimestral de Jurisprudencia, Brasilia, v. 109, p. 870-879, set. 1984.

3.16 PARECERES, RESOLUÇÕES E INDICAÇÕES AUTORIA
CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Resolução n. 16 de 13 de dezembro de 1984. Dispões sobre reajustamento de taxas, contribuições e semestralidades escolares e altera e altera a relação do artigo 5 da da resolução n. 1 de 14/1/83. Relator: Lafayete de Azevedo. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 13 dez. 1984. Séc. 1, p. 190-191.

3.17 BÍBLIA
Bíblia considerada no todo
BIBLIA. Idioma. Título. Tradução ou versão. Edição. Local: Editora, ano
BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: Centro Bíblico Católico. 34. ed rev. São Paulo: Ave Maria, 1982.
Partes da Bíblia
Quando se tratar de partes da bíblia, inclui-se o titulo da parte antes da indicação do idioma e menciona-se a localização da parte (capítulo ou versículo) no final.
BIBLIA, N. T. João. Português. Bíblia sagrada. Reed. Versão de Anttonio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Ed. Da Américas, 1950. Cap. 12, vers. 11.

3.18 ATAS DE REUNIÕES
Universidade Metodista de São Paulo. Conselho de Ensino e Pesquisa, São Bernardo do Campo. Ata da sessão realizada no dia 10 out. 2002. Livro 30, p. 10 verso.

3.19 ARQUIVOS ELETRÔNICOS
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Sistema de Bibliotecas. Normas.doc. Manual para apresentação de trabalhos científicos. Biblioteca Central. São Bernardo do Campo, 16 out. 2002. 2 disquetes. Word 5.0. SILVA, L.L. B. Apostila.doc. São Bernardo do Campo, 16 out. 2001. Arquivo (605 bytes); disquetes 3 ½ Word for Windows 6.0.
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Biblioteca Central. Manual de referencia. São Bernardo do Campo, 2002. 1 disquete.


SANTOS, J. J. Discussões sobre normalização de trabalhos [mensagem pessoal]. Mensagem recebida porbiblioteca@metodista.br em 12 out. 2002.
NOTA: Segundo a ABNT, as mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens trocadas por e-mail tem caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparece rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte cientifica ou técnica de pesquisa.

3.20 DOCUMENTOS ELETRÔNICOS (disponíveis em meio tradicional e que também se apresentam em meio eletrônico)
a- Livro no todo:
QUEIRÓS, Eça de. A relíquia. In: BIBLIOTECA virtual do estudante brasileiro. São Paulo: USP, 1998. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>. Acesso em: 11 nov. 2002.
b- Evento no todo:
CONGRESSO BRASILEIRO DE CIENCIAS DO MOVIMENTO, 35., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo, SP: UMESP. 1 cd-rom.


ABORÍGENES. In: Novo Aurélio : dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000. Disponível em <http://www.dicionariodalinguaportuguesa.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
f- Jornal
Estado de São Paulo. São Paulo, ano 126, n. 39401, nov. 2002. Disponível em: < http://www.estadao.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
g- Artigo de jornal
COMÉRCIO, eletrônico. O Povo On-line, Fortaleza, 18 nov. 1989. Disponível em: < http://www.opovo.com.br >. Acesso em: 18 nov. 2002.
h- Artigo de revista
SANTOS, Lineu. O bibliotecário de referencia. Ciência da Informação. Brasília : IBICT, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em <http://www.ibict.br/cionline/ >. Acesso em: 18 nov. 2002.

3.21 DOCUMENTOS TRADUZIDOS
Pode-se indicar a fonte da tradução quando mencionada.
CARRUTH, J. A nova casa do Bebeto. Desenho de Tony Hutchings. Tradução Ruth Rocha. São Paulo: Circulo do Livro, 1993. 21p. Tradução de: Moving House.

ANEXO A - Roteiro para Formatar o Trabalho Acadêmico Inserindo Numeração a partir da Introdução:
Fazer a quebra de página na folha anterior a introdução ou a anterior a que se inicia a numeração.Na barra de menu do word clicar em:

Inserir
Quebra de página
Tipos de quebra de seção – Contínua
OK2. Na página da introdução ou a que inicia a numeração. Clicar em (barra de menu do word):

Exibir
Cabeçalho e rodapé
Desabilitar o ícone : “mesmo que a seção anterior”
Formatar números de página – completar o campo “iniciar em”: com a numeração que inicia o seu trabalho.
Clicar no ícone : “inserir números da página”

Fonte: http://www.metodista.br

Normas da ABNT

Normas da ABNT 2013: A ABNT é a Associação Brasileira de Normas Técnicas, é conhecido pelo fato de que proporciona ao nosso país, a base necessária ao desenvolvimento tecnológico, anualmente são feitas algumas alterações nas normas referentes ao órgão, aqui vamos citar alguns meios para que você fique por dentro dessas alterações.

Para que você se informe sobre as novas normas da ABNT é interessante que você consulte mais através do site onde é possível encontrar mais detalhes sobre o assunto. Se preferir em caso de duvidas também pode estar contatando a ABNT, para isso vamos disponibilizar endereço e número para contato:
Rua Minas Gerais, 190 – Higienópolis – São Paulo – SP – Brasil.

Tel: (11) 3017-3600


A relação completa das entidades da ABNT espalhadas pelo Brasil estão disponíveis também no site oficial, sendo assim se você quiser encontrar a que se localiza mais próxima a você pode também estar fazendo essa consulta. Através do meio indicado é possível verificar todas as mudanças nas normas ABNT e se manter atualizado.

Vamos deixar aqui apenas umas dicas rápidas, mas lembre-se de verificar no site da ABNT todas as regras e dicas que ali existem para poder lhe ajudar na hora que precisar.



Formas de Apresentação 

Formato: papel em branco, formato A4 (21,0 cm X 29,7 cm), digitados no anverso da folha. Recomenda-se a fonte tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para as citações longas e notas de rodapé. Margem: esquerda e superior de 3,0 cm e direita e inferior de 2,0 cm.

Dicas de Forma de Apresentação – ABNT

Espacejamento: todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas, as referências e os resumos devem ser digitados em espaço simples. Os títulos das seções devem ser separados do texto que os sucede por uma entrelinha dupla ou dois espaços simples.

Notas de rodapé: digitadas dentro da margem, ficam separadas com espaço simples de entrelinhas e um filete de 3,0 cm a partir da margem esquerda.
Indicativo de seção: o indicativo numérico precede seu título, alinhado à esquerda, somente com o espaço de um caractere. Para os títulos sem indicação numérica, ficam centralizados.

Paginação: a numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior da folham a 2,0 cm da borda superior, ficando o último algarismo da borda direita da folha. Se o trabalho tiver mais de um volume a seqüência deve ser mantida no volume seguinte, a partir do texto principal.

Numeração progressiva: é utilizada para destacar o conteúdo do trabalho. Pode-se usar demais recursos existentes, como caixa alta, negrito etc.

Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte. Abreviaturas e siglas: quando aparecem pela primeira vez, deve-se colocar por extenso e a sigla entre parênteses.

Equações e fórmulas: aparecem destacadas no texto, de forma a facilitar sua leitura. Na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte por exemplo, expoentes, índices etc. Quando destacadas devem ser centralizadas. Quando fragmentadas, por falta de espaço, devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Ilustrações: Figuras: elementos autônomos que explicam ou complementam o texto. Qualquer que seja seu tipo (gráfico, planta, fotografia etc.) deve ter sua identificação como “Figura” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. A legenda deve ser breve e clara. Tabelas: de caráter demonstrativo, apresentam informações tratadas estatisticamente. O título aparece na parte superior, precedido da palavra “Tabela” seguida de seu número de seqüência de ocorrência no texto em algarismos arábicos. Para tabelas reproduzidas, é necessário a autorização do autor, mas não é preciso esta menção. Se não couber em uma única folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitada por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na nova folha. As separações horizontais e verticais para divisão dos títulos das colunas e para fechá-las na parte inferior, evitando separação entre linhas e colunas. Para os dois casos, sua inserção deve estar próxima ao texto respectivo.

O arquivo com as regras de formatação de trabalhos acadêmicos foi disponibilizado em PDF. E você pode estar fazendo o download também se preferir, para mais informações não deixe de visitar o site da associação brasileira de normas técnicas ABNT, ou então ligar para o número em que foi indicado logo mais acima.

Normas ABNT 2013


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade responsável por criar regras para a formatação de trabalhos acadêmicos. Desde a década de 40 são desenvolvidas atividades nesse ramo para criar um paradigma que simplifique o entendimento das pesquisas cientificas.

A normatização técnica possui fundamental importância em um país, afinal, se não fossem suas diretrizes os profissionais publicariam seus trabalhos científicos de qualquer forma e isso dificultaria a compreensão dos mesmos. No Brasil, a ABNT procura acompanhar desenvolvimento tecnológico e mantém parceria com outras entidades internacionais de normas técnicas.

Muitas teses de pesquisa ou mesmo dissertações acadêmicas só se tornam válidas no campo de estudos quando são formatadas segundo as regras da ABNT. Em função disso, praticamente todos os cursos de graduação possuem uma matéria destinada aos métodos e técnicas de pesquisa, onde os alunos aprendem como trabalhar com os conhecimentos e colocar em prática as normas técnicas.

Desde que foi criada até então, a ABNT não manteve as mesmas diretrizes quanto a formatação de trabalhos acadêmicos. O órgão foi alterando suas técnicas e dessa forma modificando as formas de elaborar o conteúdo de pesquisas cientificas. A informática foi responsável por inovar as regras da formatação ao longo dos anos.

As normas da ABNT para TCC basicamente propõem uma normatização dos conteúdos, sendo está uma forma mais simples da banca examinadora avaliar a monografia. As regras que atualmente regem a formatação são de 2002 e não houve até agora severas alterações no conteúdo da ABNT.

Para montar um trabalho acadêmico, é necessário se preocupar com cada uma das partes que compõem o conteúdo: capa, folha de rosto, sumário, introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas. Lembrando que cada etapa do trabalho precisa respeitar as características designadas pela normatização.

As normas ABNT 2013 seguem os mesmos critérios dos anos anteriores, podendo haver uma pequena mudança ou outra que será anunciada pela Associação. As regras de formatação de trabalhos acadêmicos são bem detalhistas e adotam critérios para citações, numeração das páginas, espaçamentos, fonte de letras, entre outros pontos importantes.

Para mais informações, acesse o Portal ABNT.

Normas ABNT para Trabalho de Conclusão de Curso - 2013

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país sendo ela a fornecedora de uma base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Fundada no ano de 1940, essa entidade não tem fins lucrativos, e foi reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução de nº 07 do CONMETRO, de 24/08/1992. Esta é a representante oficial no Brasil das seguintes entidades internacionais: ISO (International Organization for Standardization), IEC (International Eletrotechnical Comission); e das entidades de normalização regional COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e a AMN (Associação Mercosul de Normalização).
A normalização dessas normas consiste em dar ordem a determinados contextos, com certos objetivos, sendo eles na Economia (para a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos); na Comunicação (para proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente), na segurança (para proteger a vida humana e a saúde), na proteção do Consumidor (para prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos) e na Eliminação de Barreiras Técnicas e Comerciais (para evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países).

Sendo assim, a exigência das universidades e faculdades gira em torno dessas normas, como forma de preparo das pessoas com o que é considerada lei de uso em arquivos e documentos com certo valor, para que estes sejam valorizados em meio a uma avaliação. Por isso, em alguns cursos de graduação, é possível e integrar no assunto através da disciplina sobre Métodos e Técnicas de Pesquisa, que em uma parte abrange sobre a importância e o modo de utilização dessas normas, seja em trabalhos, pesquisas cientifica ou em trabalhos de conclusão do curso.


Algumas regras da ABNT inicialmente pela capa de um trabalho, no caso acadêmico, seria ter nome do autor; título; subtítulo (se houver); número de volumes (quando houver mais de um); local da instituição onde será apresentado; ano de entrega. No decorrer de um novo capitulo no trabalho, é necessária a clareza quanto aos títulos, fontes e claro, a quem estará lendo o TCC. Nos textos, as principais são: a introdução deve constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e demais elementos necessários para situar o tema e o desenvolvimento, sendo parte principal, contêm a exposição ordenada e pormenorizada dos assuntos, divide-se em seções e subseções. Varia em função da abordagem do tema e método.

Após a finalização do texto, referências é obrigatório, pois é por parte dela que temos o conhecimento do conjunto padronizado de informações retiradas do material informacional consultado. Outra situação que as normas aparecem é na formatação, para a forma de apresentação do trabalho. Inicialmente o formato parte do papel em branco, A4 (21,0 cm X 29,7 cm), digitados no anverso da folha. Recomenda-se a fonte tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para as citações longas e notas de rodapé. A margem deve ser configurada a esquerda e superior de 3,0 cm e direita e inferior de 2,0 cm. Já a regra do espaçamento é de que todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas, as referências e os resumos devem ser digitados em espaço simples. Os títulos das seções devem ser separados do texto que os sucede por uma entrelinha dupla ou dois espaços simples. E as notas de rodapé devem ser digitadas dentro da margem, separadas com espaço simples de entrelinhas e um filete de 3,0 cm a partir da margem esquerda.

Em meio a essas poucas regras, surgem outras intercaladas no decorrer do trabalho. São detalhes de extremo valor que valorizam ainda mais o desempenho do individuo acerca de um documento, querendo ou não, de extrema importância.

Para outras informações sobre as Normas de ABNT, acesse o site oficial Abnt.org e aprofunde-se no que deve ser uma praxe, a quem vive e/ou busca viver no convívio dos estudos acadêmicos.

Constituição do léxico português


Daiana da Silva Oliveira

A língua é uma estrutura maleável que apresenta variações e está sempre em constante mudança, mudanças estas que podem ocorrer tanto no léxico, quanto na sintaxe e mesmo na semântica. Mas, para que haja mudança, é necessário haver variação e esta dura um longo período dentro da comunidade linguística até que se estabilize. Muitas das línguas européias descendiam de línguas antigas. O Inglês surgiu a partir do anglo-saxão as chamadas línguas românicas; o Francês, o Espanhol, o Italiano etc., tiveram sua origem do Latim.

A língua portuguesa originou-se a partir do Latim que era a língua falada na região do Lácio (atual Roma). Os Romanos ao conquistarem as regiões próximas levavam sua cultura e sua língua: o Latim. Um dos fatores que contribuíram para a origem das línguas: português, Francês, Provençal, Romano, Espanhol e etc. foram à invasão da Península Ibérica.

As línguas derivadas do Latim são chamadas neolatinas ou românicas. São elas: galego, romeno, francês, espanhol, italiano, português, franco-provençal e rético. A língua portuguesa deriva do latim vulgar, com a queda do Império Romano, as invasões provocaram o surgimento das variações lingüísticas, dentre elas o galego-português.
No séc. XIV inicia-se uma diferenciação maior entre o galego e o português. Com a constituição do Império Romano, os romanos espalharam o Latim pelo mundo. Os portugueses a partir das grandes navegações espalharam a língua portuguesa pelas regiões mais distantes.

Os Lusitanos trouxeram a língua portuguesa para o Brasil. Aqui encontraram o idioma indígena (Tupi) e houve a miscigenação das raças: mulheres índias casaram-se com portugueses. A partir do séc. XVII, com a chegada de numerosas famílias lusitanas o idioma indígena foi enfraquecendo em relação ao português. Porém grandes números de palavras Tupis permanecem em nosso léxico.

Um fator importante que contribuiu para o enriquecimento da língua portuguesa foi o tráfico de negros que traziam em seu vocabulário palavras e expressões de origem Africana que foram incorporadas ao português. Essas influências restringiram-se apenas ao léxico, não interferindo no modo de falar do povo.

No início a língua portuguesa era pobre e rude, mas com a influência literária do latim, língua bastante semelhante do português, o idioma foi se enriquecendo. A influência da arte provençal na língua contribuiu para o aparecimento da gramática, concluindo-se que as três principais fontes do léxico português são: A derivação latina; A criação ou formação vernácula; A importação estrangeira.

A morfologia e a sintaxe da língua portuguesa tiveram influência do latim, do galego-português e de várias outras línguas românicas. As palavras de origem germânica surgiram no latim antes da invasão dos Suevos e dos Visigodos. As palavras de origem Árabe existentes no léxico português somam-se aproximadamente 954 mil segundo José Pedro Machado no livro: Influência Árabe no vocabulário português; introduzidas através dos Italianos e também por Africanos e Asiáticos.

Estrangeirismos e empréstimos linguísticos


A influência de vários povos no vocabulário da língua portuguesa ocasionou-se, especialmente, de duas formas, através dos empréstimos linguísticos e dos estrangeirismos. Essas duas importantes influências que aconteceram e ainda acontecem com a língua portuguesa são muito semelhantes. Devido a isso, renomados linguistas os definem como um só.

Quando falamos de estrangeirismos ou empréstimos linguísticos, surge rapidamente nas mentes dos cidadãos brasileiros palavras inglesas presentes em nomes de lojas, restaurantes, marcas de roupas ou sapatos, dentre outras coisas. Porém, os estrangeirismos e os empréstimos linguísticos não estão ligados somente à língua inglesa, existem também em nosso léxico várias palavras francesas, indígenas, árabes, latinas, africanas, etc.

Este fato costuma provocar fortes reações em linguistas que se julgam "guardiões da língua" conhecidos também como "defensores do vernáculo", contra a "descaracterização" que a língua portuguesa vem sofrendo. Alguns afirmam que há décadas as palavras de origem estrangeira estão "corrompendo" a língua portuguesa. No fim do séc. XIX, a imprensa fez uma grande manifestação contra a invasão dos galicismos, que são palavras francesas introduzidas no português. Nesta época, a França era como os Estados Unidos atualmente, ou seja, uma grande potência de forte influência cultural.

Outro grande defensor da língua portuguesa contra os empréstimos linguísticos e estrangeirismos da época foi Machado de Assis em deliciosas crônicas em defesa da língua portuguesa que intitulavam de "guardiões da pureza da língua".

Daiana da Silva Oliveira

A Questão Da Identidade Do Povo Brasileiro

Sandra Vaz de Lima

Atualmente não há loja de moveis um pouco menorzinha que não ponha cartazes dizendo furniture. Pizzarias espertas não anunciam entrega a domicilio, mas um serviço de delivery. Há propagandas na televisão sem tradução. Loja de bicicletas é coisa impressionante: tem que ser "bike shop". Mesmo cantinas italianas proclamam a sua especialidade em "pizza and pasta".

O interessante disso tudo é que as palavras estrangeiras que são muito usadas por nós passam por tantas mudanças que, algum tempo depois, começamos a considerá-las como palavras portuguesas, esquecendo que elas vieram de outras línguas. Mudamos a maneira de pronunciá-las, mudamos a maneira de escrevê-las, colocamos desinências de plural ou de feminino ( quando são substantivos ou adjetivos ), de passado ou de futuro ( quando são verbos), por exemplo. Esse processo é chamado aportuguesamento.

Uma palavra como xerox, por exemplo, vem de uma palavra americana que representa a marca de uma máquina que tira fotocópias. Passou a ser muito usada, no Brasil, para representar a cópia tirada na máquina ( "vou tirar um xerox deste documento ") e, finalmente, aportuguesou-se - mudamos a sua sílaba tônica ( no inglês era xerox , no português passou a xerox), colocamos um apoio de uma vogal i depois da última consoante, produzimos um verbo ( " vou precisar xerocar alguns documentos" ), podemos criar um diminutivo ( "vou tirar um xeroxizinho ").

Entrega em domicílio como já foi citado virou delivery. Nas vitrines, a liquidação é anunciada como sale. Nem o popular campeonato de futebol resistiu, e foi invadido por expressões como play-off.

Se no dia-a-dia o uso de palavras em inglês é um hábito comum, no ambiente corporativo os estrangeirismos já podem ser considerados uma verdadeira epidemia.

O certo é que o Português precisa e deve ser protegido, mas não pode ficar imune às influências enriquecedoras, venham elas do estrangeiro ou de um inventor de palavras. Afinal, é uma língua viva. 

Acompanhando a história de nossa língua, podemos ver que já recebemos palavras de muitas outras línguas. Isso aconteceu porque o povo português (desde a época do império romano até o descobrimento do Brasil) e o povo brasileiro (desde o descobrimento até os nossos dias) entraram em contato com outros povos.

Isso acontece quando a cultura de um povo é muito valorizada. Os outros povos com quem eles entram em contato passam a valorizar os hábitos, a língua, as artes, a literatura, tudo que é produzido naquela cultura.

Sabemos, também, que há diferentes maneiras de estabelecer esse contato: a dominação militar, a dominação econômica, a dominação religiosa, a dominação cultural, a vizinhança, a convivência no mesmo espaço são algumas delas.

O estrangeirismo é um fenômeno natural, que revela a existência de uma certa mentalidade comum. Os povos que dependem econômica e intelectualmente de outros não podem deixar de adotar, com os produtos e idéias vindas de fora, certas formas de linguagem que lhes não são próprias. O ponto está em não permitir abusos e limitar essa importação lingüística ao razoável e necessário.

O estrangeirismo tem vantagens: aumenta o poder expressivo das línguas, esbate a diferença dos idiomas, tornando-os mais compreensivo, e facilita, por isso mesmo, a comunicação das idéias gerais.

Os estrangeirismos fazem parte de nossa vida. Bons exemplos são abajur, futebol, chofer, buquê, filé, balé, entre outros. É inegável a influência da cultura norte-americana no Brasil e no mundo: os melhores empregos exigem conhecimento de inglês e quem trabalha com computadores deve ter noções dessa língua. A economia privilegiada dos Estados Unidos faz crer que o que vem de lá parece mais sofisticado, moderno e vendável.

Os motivos dessa "influência cultural" são claros, trata-se da preponderância econômica americana, sofremos uma imposição esmagadora dos ideais de consumo e dos padrões de vida vigentes no Estados Unidos.

Como o uso de termos oriundos de línguas estrangeiras é, sempre, umaconseqüência e não uma causa, esse fenômeno denuncia situações que são características da nossa língua.

Essa "influência cultural" reflete a nossa permanente dependência de outras culturas, seja pela questão econômica e/ou tecnológica, seja pela influência de comportamentos culturais que, infelizmente, revelam o nosso cinismo colonial.

Passamos por momentos de dominação americana, não é mais influência, mas imposição, quanto a ideologia de Hollywood, a linguagem musical, as roupas e atitudes.

A massificação cultural no mundo não exerce poder somente sobre as elites, mas em toda a população mundial, através do cinema, das estórias em quadrinhos, da música popular, do rádio e da TV. São os meios de comunicações e os produtos de consumo os responsáveis pela massificação cultural no mundo.

A penetração da língua inglesa no Brasil e no mundo tem, como variável que não pode ser ignorada, a presença hegemônica dos Estados Unidos no mundo. O terceiro mundo não está mais sendo dominado essencialmente pelas forças armadas, mas pela língua, matéria prima do imperialismo culturalcausado pela dependência econômica .

A língua inglesa circula entre nós como uma mercadoria de alta cotação no mercado. A importância de palavras estrangeiras atende muito mais a uma necessidade simbólica de identificação com uma sociedade de grande poder político e econômico do que a necessidade de nomear novos conceitos e objetos.

Como qualquer mercadoria, os empréstimos também sofrem variações de "cotação de mercado". Aqueles que passam a ser usados pelas camadas populares são abandonados pelas elites e substituídos por outros, pois perdem o valor ao deixarem de se caracterizar como propriedade privada das classes privilegiadas.

A língua inglesa é ouvida nas novelas de televisão, nos documentários, propagandas, programas de rádio como BBC, Voz da América e até na rádio de Moscou. O inglês aparece no rock estrangeiro e também no nacional, está presente nos adesivos dos carros, nas marcas de carros, nos nomes de casascomerciais (apesar da resistência do governo), nos produtos, nas pichações em muros e até mesmo na palavra Supemarket, que veio substituir a palavra apropriada em grego.

Palavras estrangeiras incorporadas ao nosso idioma


Conheça palavras que usamos no dia a dia, mas que tiveram origem em outro idioma

Palavras Estrangeiras Incorporadas ao Nosso Idioma

O Brasil é um país que recebeu uma forte influencia estrangeira durante sua história. Desde os povos nativos do país, como os índios, os colonizadores portugueses e os africanos trazidos como escravos, temos ainda forte influencia de povos europeus e asiáticos que vieram através da imigração e deixaram sua marca no país.

É verdade que cada região recebeu mais influencia de determinado povo – o Sul do país tem elementos culturais trazidos de povos da Itália e Alemanha, por exemplo. Já São Paulo recebeu vários imigrantes japoneses e italianos.

Deste caldeirão cultural de povos dos quatro cantos do mundo surgiu uma linguagem misturada, que incorporou elementos de vários idiomas e “abrasileirou” outros termos.
Veja alguns

Significados

Mesquinho: Originado do termo árabe “miskin”, significa pessoa “mão de vaca”, que se apega a bens materiais.

Nórdico: A palavra que utilizamos para definir povos (e suas derivações como cultura e idioma) escandinavos vem de uma palavra francesa. O termo “nord” derivou a palavra “nordique”, que transformamos em “nórdico”.

Ofurô: É utilizado pelos japoneses (como “ofuro”) e significa “banheira”.

Narguilé: É um cachimbo bastante utilizado pelos orientais, e a palavra também foi adquirida desses povos. Narguilé é derivado de “nargileh”, palavra de origem persa.

Burca: Significa véu e foi adaptado para nosso idioma a partir da palavra persa “burka”.

Alteza: Uma palavra derivada do idioma italiano (“Altezza”) e que era empregado para designar a realeza portuguesa antigamente.

Boteco: Uma palavra bem conhecida aqui no Brasil na verdade tem sua origem também no idioma italiano. A palavra “botteghino” originou nosso boteco, mas seu significado era bem diferente do que empregamos hoje. Antes, “botteghino” significava um local de venda de bilhetes para a loteria.

Canelone: A famosa massa italiana foi trazida pelos italianos, e a palavra “cannellone” (que significa “canudo grosso” – a massa ganhou esse nome devido a sua forma, que lembra uma panqueca) ganhou sua versão em português.

Rabeca: A rabeca é um instrumento de corda criado antes do violino. A origem da palavra é árabe e vem de “rabab”, que significava algo como viola.

Refrão: A palavra “refrain” que originou nosso “refrão” foi originado do francês arcaico, e significa repetir.

Grande parte das palavras mantiveram seu sentido original ou pelo menos contexto em que era utilizado em seu idioma de origem. Mas alguns termos sofreram uma mudança de significado, como a palavra “boteco” descrita acima.

A língua é algo vivo e que vai continuar mudando – termos em inglês, antes mais raros que o italianos e franceses no Brasil, estão invadindo o país com o apoio da informática, que trouxe várias palavras deste idioma.

Andressa Silva.

Palavras estrangeiras utilizadas no Brasil


Recebi um texto interessante sobre o uso de palavras estrangeiras no jornalismo. Repasso:
“DE FATO” OU “DE FACTO”  
Ultimamente, a expressão “de facto” tem aparecido com frequência na mídia impressa, particularmente nas notícias sobre o golpe de estado em Honduras (28/06/2009): “governo de facto”; “líder de facto”. Muitos leitores imaginaram que os jornais brasileiros estavam utilizando grafia de Portugal ou estavam adotando nova regra do Acordo Ortográfico.
Nenhuma das alternativas está correta. Na verdade, “de facto” é uma expressão em Latim, e não em Português, e significa “na prática”. Seu antônimo é “de jure” que significa “pela lei”, “pelo direito”, “na teoria”.  No caso de Honduras, o governo “de facto” é o dos golpistas e o “de jure”, o do presidente eleito deposto. Veja o exemplo: 
Terça-Feira, 07 de Julho de 2009, 09h05.
EUA se recusam a receber governo de facto hondurenho
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/07072009/25/mundo-eua-se-recusam-receber-governo.html
Acesso em 19 jul. 2009.
Quando o presidente eleito de uma nação viaja, seu vice assume. O político que viajou passa a ser presidente “de jure” e o vice em exercício passa a ser o presidente “de facto”. Quando o presidente retorna reassumindo suas funções, ele é, ao mesmo tempo, “de jure” e “de facto”.
O título do seguinte livro dá indicações de que a autora pretende salientar não só o exercício legal do político Aecio Neves, mas a sua prática como homem público. Ou seja, ele teria os requisitos de direito e de fato para atuar politicamente. 
Aecio Neves, de fato e de jure, de Ana Vasco.
Mais um exemplo da oposição entre “aquele que exerce funções na prática” e “aquele que exerce funções porque foi eleito”. 
Quarta-Feira, 08 de Julho de 2009 | Versão Impressa
ZELAYA E LÍDER DE FACTO REÚNEM-SE AMANHÃ SOB MEDIAÇÃO DA COSTA RICA
Após encontro com Hillary, presidente deposto de Honduras aceita costa-riquenho Oscar Arias como mediador
Patrícia Campos Mello, WASHINGTON
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o governante de facto, Roberto Micheletti, concordaram em se reunir amanhã na casa de Oscar Arias, presidente da Costa Rica. Arias, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1987 por liderar o acordo de paz que pôs fim à guerra civil em El Salvador e Nicarágua, será o mediador da crise em Honduras.
(…)
A norma culta da Língua Portuguesa permite, além do uso das expressões em Português, o uso de expressões de outras línguas. A expressão latina de facto tem sua correspondente em Português: de fato. As duas formas estão corretas, mas, quando queremos salientar o caráter jurídico do caso, utilizamos a expressão em Latim.
Palavras estrangeiras deveriam vir em itálico; de fato e de jure. Ou entre aspas “de fato” e “de jure”. Mas, o que tem ocorrido na mídia impressa brasileira é a simplificação dessa norma. “De facto” está sendo utilizado sem nenhuma indicação de que é palavra estrangeira, o que pode causar ambiguidade de sentido.
            O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP – 5. ed.) traz uma “Relação de palavras estrangeiras” utilizadas no Brasil. Veja alguns exemplos. 
Em língua estrangeira
Significado em Português
avant-premiére(francês)pré-estreia: apresentação de um espetáculo para público especial anterior à apresentação pública
backup (inglês)becape: cópia de segurança de um arquivo.
closet (inglês)pequeno aposento sem janela onde se guardam roupas ou outro material
doping (inglês)utilização ilegal de substâncias químicas (por atletas o em animais)
e-mail (inglês)correio eletrônico
feedback (inglês)realimentação: estímulo que provoca outro estímulo, em um processo
ghost-writer (inglês)pessoa que escreve um livro encomendado por outro, que assume a autoria.
habitat (latim)lugar ou meio habitado por uma espécie animal ou vegetal
impeachment (inglês)impedimento: ato em que se destitui quem pratica crime de responsabilidade
jingle (inglês)mensagem musical curta utilizada em propaganda
know-how (inglês)conhecimento ou habilidade necessários para resolver problemas de determinada área
log in (inglês)processo de conexão mediante o uso de senha
marketing (inglês)conjunto de técnicas de comercialização de produtos
nécessaire (francês)bolsa pequena para utensílios cosméticos ou de higiene
ombudsman (sueco)funcionário que faz a comunicação entre a empresa e o consumidor
playback (inglês)gravação prévia de uma canção que simula a atuação de um cantor
quorum (latim)número necessário de participantes para que uma Assembleia tome decisões
réveillon (francês)véspera de Ano Novo; passagem do ano
sashimi (japonês)tira fina de peixe cru servida com molho de soja e condimentos
ticket (inglês)tíquete: cupom, bilhete, passagem
upload (inglês)envio de arquivo de um microcomputador para um computador remoto
videogame (inglês)vídeo exibido em tela em que se pode participar por controle de teclado ou joystick
workshop (inglês)oficina prática de trabalho para ensino e aprendizagem de novas técnicas
yakisoba (joponês)comida japonesa elaborada com macarrão e legumes
zoom (inglês)conjunto de técnicas (ou lentes) para aproximar ou afastar imagens
Autoria: Rosana Morais Weg - Professora Universitária e sócia da DSignos, Soluções e Desenvolvimento em Linguagens